Com foco no ensino bíblico, a organização missionária Forgotten Missionaries International (FMI) tem investido na formação pastoral e no discipulado de cristãos

Reprodução – Comunhão
A organização missionária Forgotten Missionaries International (FMI) tem investido na formação de pastores e no discipulado de cristãos no Malawi, com foco no ensino bíblico. A iniciativa já apresenta resultados significativos, com milhares de pessoas alcançadas e centenas de novas igrejas plantadas em regiões de difícil acesso no país da África Oriental.
De acordo com Patrick Anthony, porta-voz da FMI, 86 pastores foram treinados no ano passado, e, por meio de seu trabalho, mais de 2.400 pessoas foram impactadas. “Em 2024, foram plantadas 450 igrejas, e mais de 30 mil pessoas entregaram suas vidas a Cristo”, afirmou.
A realidade em muitas comunidades rurais do Malawi é de escassez de recursos e formação teológica. Muitos líderes religiosos locais sequer possuem uma Bíblia. Atenta a essa necessidade, a FMI vem oferecendo treinamentos intensivos ao longo dos últimos dois anos, visando fortalecer a liderança cristã no país.
Além de expandir o alcance do Evangelho, os treinamentos têm capacitado comunidades a reconhecer e confrontar distorções doutrinárias. Patrick relatou um caso em que um pregador do evangelho da prosperidade foi repreendido por moradores de uma vila, após ser identificado como falso profeta. “Eles disseram a ele: ‘Você não está pregando o verdadeiro Evangelho. Pode ir embora’”, contou.
Como parte do programa, a organização também tem distribuído Bíblias aos pastores locais. No entanto, a demanda segue elevada. “Um dos líderes agradeceu pela Bíblia recebida, mas destacou: ‘Nosso povo também precisa ter acesso às Escrituras’”, disse Patrick.
Sobre a FMI
Fundada em 1986 pelo missionário Ed Todd, a Forgotten Missionaries International tem como missão apoiar e capacitar líderes de igrejas indígenas a proclamar o Evangelho em suas comunidades de origem, muitas vezes em regiões onde o cristianismo é minoria.
A organização atua como elo entre cristãos ocidentais e igrejas locais em países de maioria muçulmana, incluindo Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia, Quênia, Marrocos e o Chifre da África. Desde sua fundação, a FMI já ajudou a alcançar cerca de 140 mil pessoas e contribuiu para a plantação de mais de 2.200 igrejas ao redor do mundo.
FONTE: Comunhão