A medida faz parte de novo pacote regulatório do PCC sob a justificativa de reforçar a segurança nacional e proteger o que define como “atividades religiosas normais”

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A partir de 1º de maio, entram em vigor na China novas diretrizes que restringem fortemente a atuação religiosa de estrangeiros no país, o que pode impactar a obra missionária. A Ordem nº 23, emitida em 1º de abril pela Administração Estatal para Assuntos Religiosos, proíbe cidadãos estrangeiros de pregar, evangelizar, compartilhar sua fé ou fundar organizações religiosas sem aprovação prévia do governo chinês.
A medida faz parte de um novo pacote regulatório anunciado nesta semana pelo Partido Comunista Chinês (PCC), sob a justificativa de reforçar a segurança nacional e proteger o que define como “atividades religiosas normais” — ou seja, aquelas realizadas sob supervisão direta do Estado e vinculadas a instituições religiosas oficialmente reconhecidas.
O governo chinês adota uma postura rigorosa em relação a práticas religiosas não autorizadas, considerando que a lealdade religiosa pode entrar em conflito com a fidelidade exigida ao Partido. Atividades realizadas por grupos religiosos independentes são frequentemente classificadas como “sectárias” ou “extremistas”, mesmo sem conotação violenta ou ilegal.
Igrejas independentes, conhecidas como “igrejas domésticas”, que operam fora do controle do governo, têm sido alvo de repressão crescente, com registros de invasões, detenções e acusações formais contra seus membros por suposta ameaça à ordem pública e interesses do Estado.
Por outro lado, entidades como a Igreja Protestante das Três Autonomias e a Associação Patriótica Católica Chinesa, ambas subordinadas ao Estado, continuam operando com autorização oficial. Essas organizações também exercem papel na promoção da ideologia comunista e na divulgação da imagem do presidente Xi Jinping, inclusive por meio de músicas, mensagens e eventos religiosos com viés político.
No início de 2024, o governo chinês divulgou um relatório indicando a intensificação das ações contra grupos religiosos não autorizados. O jornal estatal Global Times informou que autoridades de segurança pública estão atuando para desmantelar “organizações sectárias”, com o objetivo de conter sua expansão, considerada uma ameaça à estabilidade política e social do país. Com informações Bitter Winter
FONTE: Comunhão