A localização do Éden também é próxima do que é descrito como uma região entre os rios Eufrates e Tigre, e não foi apenas um trecho contado na Bíblia.

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Pesquisas científicas recentes fornecem evidências convincentes de que todos os humanos compartilham uma ancestralidade comum, remontando a um homem e uma mulher. Estudos sobre Eva mitocondrial e Adão cromossômico Y sugerem que cada pessoa viva descende de um único ancestral materno e paterno. Os cientistas também descobriram que a diversidade genética humana é inesperadamente baixa, indicando um gargalo populacional significativo no passado. Essa descoberta se alinha com registros históricos e relatos antigos de dilúvios, que descrevem a humanidade sendo reduzida a um pequeno grupo antes de repovoar a Terra. Além disso, a pesquisa confirma que o corpo humano é composto de elementos como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio e fósforo (os mesmos elementos encontrados na crosta terrestre), o que se alinha com o relato da criação em Gênesis.
A chamada “Eva Mitocondrial” é a ancestral feminina comum à qual o DNA de todos os seres humanos modernos pode ser rastreado. Da mesma forma, aplicando a mesma lógica, os cientistas determinaram que também deve haver um “Adão do cromossomo Y”, do qual se origina o cromossomo Y masculino em todo ser humano vivo.
Em 1987, um estudo analisou o DNA mitocondrial de 147 pessoas e revelou que todos os humanos modernos podem rastrear sua linhagem materna até uma única mulher, chamada de Eva Mitocondrial, que teria vivido há aproximadamente 200 mil anos. Já pesquisas posteriores mostraram que o cromossomo Y de todos os homens vivos hoje tem origem em um único ancestral masculino, conhecido como Adão do cromossomo Y, que teria existido entre 180 mil e 200 mil anos atrás.
Apesar da proximidade no tempo, o jornal britânico Daily Mail destaca que esses dois ancestrais não foram necessariamente um casal, pois podem ter vivido com centenas ou até milhares de anos de diferença. No entanto, há cientistas que argumentam que a humanidade pode ter descendido de um único casal. “Todos os humanos vivos descendem de cada um desses ancestrais universais. Dois deles poderiam ser um casal específico, chamados Adão e Eva nas escrituras, dos quais todos nós descendemos”, explicou o biólogo Joshua Swamidass, da Universidade de Washington.
O Jardim do Éden existiu
Arqueólogos e biólogos estão analisando evidências que conectam relatos bíblicos a eventos históricos e dados científicos. Um dos temas em destaque é a localização do Jardim do Éden e a provável existência de Adão e Eva, os ancestrais comuns da humanidade.
A Bíblia fornece uma descrição relativamente precisa de onde o Éden está localizado. No seu livro Gênesis, é citado que um rio flui pelo Éden e se divide em quatro ‘braços’: o Pisom, o Giom, o Tigre e o Eufrates. Destes rios, o Tigre e o Eufrates são bem conhecidos e ainda existem no atual país do Iraque.
Porém, sobre os rios Giom e Pisom, não se sabe se eles ainda existem e quais seriam suas localizações.
Com isso, surgiram várias hipóteses de onde o Jardim do Éden pode realmente ter sido localizado. No entanto, a teoria mais promissora é que está localizado em uma região chamada Mesopotâmia, no que é hoje o leste da Síria, noroeste da Turquia e a maior parte do Iraque.
O arqueólogo e professor Eric Cline, da Universidade George Washington (EUA), argumenta que esta teoria corresponde às evidências bíblicas e arqueológicas. “Isso faz algum sentido do ponto de vista textual, porque não apenas o relato bíblico diz que o jardim ficava “no leste”, ou seja, a leste de Israel, mas também menciona os rios Tigre e Eufrates em conexão com o Jardim do Éden”, disse ele.
Além disso, acredita-se que esta região seja o local onde as primeiras plantas e animais foram domesticados, entre há 10 a 20 mil anos atrás, na chamada revolução neolítica.
Apelidados de “Crescente Fértil”, na Mesopotâmia, considerada o berço da civilização, ocorreram avanços como a domesticação de plantas e animais entre 10 mil e 20 mil anos atrás. Essa transição marcou o início da agricultura e dos primeiros assentamentos humanos permanentes.