Marlon Lora e a família foram baleados por um atirador de moto, enquanto estavam do lado de fora de um restaurante, em Aguachica.

Um pastor, sua esposa e filha foram assassinados a tiros após um culto da Igreja Príncipe da Paz Villaparaguay, na Colômbia, no último domingo (29/12).
O pastor Marlon Lora, sua esposa, Yorley Rincon, e sua filha de 24 anos, Angela Lora Rincón, e seu filho de 21 anos, Santiago Lora Rincón, estavam do lado de fora de um restaurante na cidade de Aguachica, quando um atirador em uma moto disparou contra a família.
Marlon, a esposa e a filha morreram no ataque e o filho ficou ferido. Segundo o jornal El País, o governo da Colômbia anunciou uma recompensa de até 11.000 dólares para informações sobre o assassinato da família.
No domingo (29/12), a prefeita de Aguachica, Greisy Roqueme, declarou toque de recolher. “Não podemos permitir que a violência roube nossa esperança, por isso exijo que o Governo Nacional, o Ministro da Defesa e a Força Pública voltem sua atenção para o departamento de Cesar, mas acima de tudo para o município de Aguachica”, declarou Roqueme.
O diretor de Assuntos Religiosos do Ministério do Interior, Alexander Jaimes, também se manifestou sobre a morte da família pastoral. “Expressamos nossa solidariedade com as famílias das vítimas e a comunidade religiosa”, afirmou Jaimes.
Marlon Lora e sua igreja faziam parte da denominação Missionary Biblical Churches (IBM). O pastor supervisionou quase 30 igrejas urbanas e rurais, viajando por diferentes regiões do país. O pastor Giovanni Bermúdez, que supervisionava o trabalho de Marlon e sua esposa, relatou que o líder assassinado já havia se preocupado com ameaças feitas contra outro pastor.
“Marlon era como muitos de nós, pastores, ficamos calados sobre muitas coisas para que tudo corra bem, mesmo quando carregamos fardos pesados dentro de si”, disse Bermúdez. Marlon e sua família eram queridos pela comunidade cristã em Aguachica, conforme o pastor Divanit Alfonso Calle, presidente da Associação de Pastores de Aguachica.
Sua filha Ángela trabalhava como profissional de comunicação e jornalismo para a empresa de serviços públicos de Aguachica e o filho Santiago é estudante de Engenharia de Sistemas.
A Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização que apoia cristãos perseguidos, apelou ao governo colombiano que garanta a segurança de líderes cristãos no país, em meio a violência de grupos criminosos.
“Líderes religiosos permanecem em risco de violência e intimidação por causa de seu papel como pacificadores em suas comunidades”, lembrou Anna Lee Stangl, diretora de defesa da CSW.
“À medida que o governo continua suas negociações pós-conflito com os grupos armados, incluindo o Exército de Libertação Nacional (ELN), que é conhecido por atacar líderes religiosos em áreas onde opera, como a região de Aguachica, instamos o governo a reconhecer as vítimas do setor religioso no âmbito dos acordos de paz individuais”, acrescentou.
Fonte: The Christian Post