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Os ataques terroristas saíram do Líbano em direção a Israel no dia mais sagrado do calendário judaico.

Reprodução – Expresso

O exército israelense (FDI) informou que, durante o fim de semana do Yom Kippur, que começou na sexta-feira (11/10) por volta das 18h (horário local), o Hezbollah disparou aproximadamente 320 projéteis, incluindo foguetes, morteiros e drones.

Os ataques terroristas saíram do Líbano em direção a Israel no dia mais sagrado do calendário judaico. Yom Kipur, também conhecido como o “Dia da Expiação” ou “Dia do Perdão”, é reverenciado como o mais sagrado dos feriados na tradição judaica.

“Isso deve lhe dizer tudo o que você precisa saber sobre nossos inimigos”, disse a FDI.

Na véspera do Yom Kippur, dois drones provenientes do centro do Líbano adentraram o espaço aéreo israelense, e um deles atingiu um lar para idosos em Herzliya. Além disso, no sábado (12/10), foram disparados dois foguetes do norte de Gaza, que caíram em Ashkelon.

Na Galileia Ocidental, três pessoas sofreram ferimentos leves devido à força da explosão causada pelo impacto de um foguete nas proximidades.

Segundo autoridades israelenses, três homens sofreram ferimentos leves devido a estilhaços após lançamentos de foguetes vindos do Líbano, cuja responsabilidade foi assumida pelo Hezbollah. Os homens, com idades de 48, 30 e 27 anos, ficaram feridos na cidade de Jadeida-Machar.

Isaac Herzog, o presidente israelense, declarou que “os últimos alvos do Hezbollah foram idosos judeus e sobreviventes do Holocausto em um asilo”.

“Durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico, terroristas do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, dispararam um drone que atingiu o Asilo Beit Juliana em Herzliya, nomeado em homenagem à falecida rainha da Holanda, avó de Sua Majestade o Rei Willem-Alexander, e cujos residentes incluem sobreviventes do Holocausto que vieram para Israel da Holanda”, afirmou Herzog.

“Um símbolo de dignidade e resiliência, o lar e seus residentes, que, felizmente, estavam no abrigo seguro durante o ataque, cobriram o buraco e os danos causados pelo drone com uma bandeira israelense”, acrescentou o presidente israelense.

“O que os Estados Unidos fariam se o Canadá ou o México fizessem o mesmo durante o Natal ou a Páscoa?”, escreveu o StopAntisemitism.

Mídia ignora a importância do Yom Kippur aos judeus

A Associated Press, que frequentemente menciona quais são os dias mais sagrados do calendário islâmico, não informou que o Yom Kippur é o dia mais sagrado do judaísmo, escreveu o site judeu JNS.

A agência de notícias destacou “um bombardeio de foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel na noite de sexta-feira e no sábado, comemorado em Israel como Yom Kippur, ou o Dia da Expiação dos Judeus.”

“O exército afirma que alguns dos aproximadamente 320 projéteis foram interceptados e nenhum ferido foi reportado”, informou a AP.

A Reuters não mencionou que o ataque ocorreu no Yom Kippur, muito menos que este é o dia mais sagrado do judaísmo. Também não descreveu o Hamas ou o Hezbollah como grupos terroristas em sua cobertura.

O New York Times também não observou em sua cobertura que sábado era Yom Kippur, nem que este é o dia mais sagrado dos judeus. O jornal reportou que o Ramadã é o mês mais sagrado para os muçulmanos ao discutir as ações de policiais israelenses.

Fonte: CNN Brasil e i24News