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As forças israelenses permanecem em estado de alerta máximo, preparadas para possíveis retaliações do Irã no jejum anual de Tisha B’Av.

Foto Representativa

Em meio às ameaças de ataque pelo Irã após o assassinato do líder do Hamas, judeus estão orando e jejuando em Israel.

O dia do jejum anual marca o Tisha B’Av, que iniciou no pôr do sol ddo dia 12 de agosto e vai até o anoitecer do dia 13 de agosto. Na data, os israelenses lamentam principalmente a destruição dos dois antigos templos que ficavam em Jerusalém e relembram a lição de que as lutas internas entre eles provocam sua própria destruição.

Segundo analistas, o Irã conhece o calendário judaico e poderia escolher o Tisha B’Av para atacar pelo seu significado ao povo judeu. 

Anteriormente, os inimigos de Israel já atacaram em datas comemorativas, como na Guerra do Yom Kippur, quando a nação israelense foi pega de surpresa em 1973 enquanto muitos soldados estavam jejuando e orando na sinagoga.

Além disso, o Tisha B’Av já foi marcado por ataques contra a comunidade judaica em anos anteriores, como o bombardeio do centro judaico AMIA em Buenos Aires. 

Agora, os judeus em todo o mundo estão preocupados que outra tragédia possa acontecer no dia de lamentação. “Me sinto mal do estômago ao entrar em Tisha B’Av este ano – o dia mais triste do calendário judaico que começa hoje à noite”, desabafou o cantor Scott Borsky.

“Os israelenses e o mundo estão se preparando para a resposta do Irã ao assassinato do líder do Hamas. Fontes de inteligência ocidentais dizem que isso pode acontecer em Tisha B’Av”.

Além das ameaças externas, os israelenses ainda lidam com o aumento das tensões políticas internas e as divisões em Israel.

“Eu me pego sentada e preocupada – e não por causa da ameaça do Irã ou do Líbano, mas por causa do que nos tornamos. Por causa da legitimidade que demos ao ódio intransigente”, escreveu a israelense Dina Epshtein.

Alguns israelenses disseram que relembrar a história da destruição do primeiro templo teve um significado mais forte neste Tisha B’Av, devido ao ataque de 7 de outubro.

Fonte: The Times Of Israel