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Com a crise política e econômica no país, cristãos se uniram para orar pelo futuro da nação.

Foto: Ilustrativa

Em meio ao cenário político na Venezuela, cristãos estão se reunindo para orar pela reconciliação e o bem-estar do país e a proteção de todos os seus habitantes. Reuniões públicas de oração têm sido realizadas tanto na Venezuela, como em outros países.

A Venezuela atravessa uma profunda crise econômica que causou altos níveis de pobreza em diversas famílias. Segundo a agência de refugiados do país, cerca de 8 milhões deixaram a nação nos últimos anos. Também há escassez de medicamentos e necessidades críticas noutros serviços públicos. 

Ramón Ferrer, apóstolo e presidente da Confraria dos Ministros do Evangelho do estado de Lara, afirmou que todos os venezuelanos são pessoas de fé e que acreditam na intervenção divina e que Deus está no controle de tudo.

“Deus não se esqueceu da Venezuela, oramos segundo o que Jesus nos ensina em sua Palavra e que se faça a sua vontade na terra”, disse Ferrer.

Jualba Hidalgo, líder da Igreja Evangélica, destacou que o motivo da oração é interceder por todas as necessidades que os venezuelanos têm, nos setores de saúde, educação e trabalho.

Após Nicolás Maduro ser declarado vencedor das eleições presidenciais, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra suposta fraude nos resultados.

Num país com uma elevada percentagem de cristãos, nos últimos anos, Maduro demonstrou um suposto apoio de pastores evangélicos à sua liderança.

No entanto, entidades como o Conselho Evangélico da Venezuela pediram que “a fé não seja politizada”. Pastores no país e no exílio denunciaram em muitas ocasiões a tentativa do governo de usar líderes religiosos com ideias semelhantes para fortalecer o regime, com ajuda financeira através de projetos sociais. 

A maioria dos evangélicos que deixaram o país nos últimos anos e foram para Colômbia, Espanha, Brasil ou Estados Unidos afirmam que oram pela queda do regime.

A Constituição da Venezuela garante a liberdade de religião e determina que todos têm o direito de expressar suas crenças, desde que sua prática não viole a moralidade pública, a decência ou a ordem pública.

Representantes da conferência de bispos católicos da Venezuela e do Conselho Evangélico da Venezuela dizem que os apoiadores de Maduro continuam a assediar verbalmente líderes e membros de suas comunidades religiosas por chamarem a atenção para a crise humanitária do país e outras críticas a Maduro.

Fonte: Reuters